Nenhuma parte substitui o todo.
Nenhum aspecto particular é maior que o geral.
Nenhum país é maior que o planeta; nenhum planeta é maior que o universo.
Por si mesma nenhuma ciência, religião ou ideologia é suficiente para dar conta da existência.
É preciso conjugar, somar, confluir.
Holossíntese se constitui nesta conjugação de ciência, filosofia, religião, ideologia, arte, tecnologia, e todas as demais formas de compreensão do mundo e de expressão das necessidades, anseios, desejos e vontades humanas.
Existimos fisicamente num ambiente de múltiplas versões, múltiplos aspectos, múltiplas cores, sabores e saberes. Precisamos dar conta de tudo que nos abriga e obriga a pensar, sentir, fazer e ser.
Precisamos da religião, da ciência, da tecnologia, da arte, do lazer, da economia, do dinheiro, da política, enfim de tudo o que existe ao nosso redor, que nos envolve com seus tentáculos.
O bem se utiliza do mal. A luz, da escuridão. A forma, do conteúdo. A inteligência se forja a partir da ignorância. O belo, a partir do feio e bruto.
Tudo é útil, tudo é bom, tudo é necessário.
Nós, seres humanos, somos uma síntese do todo que nos gerou, sofremos a partir do momento em que nos fragmentamos.
Precisamos exercitar a síntese que somos.